Primeiro 'open house' da Santa Fé

Olha onde estivemos na última quarta-feira! No primeiro Open House da Santa Fé! :D Em comemoração aos 50 anos da indústria de feltro, a equipe de marketing da empresa reuniu dez meninas apaixonadas por feltrices para conhecer a fábrica, bater um papo sobre feltro e saber das novidades que estão chegando ao mercado, que, aliás, não são poucas!

 

Prepare-se! Vem muita coisa aí!

 

Visita

 

Por orientação da Hevelyn Manzolli, coordenadora de mídias sociais da empresa, e que nos acompanhou ao longo de todo o passeio, não podemos fotografar dentro da fábrica. Mas... Ela deixou eu contar tudinho que vi! :) 

 

O encontro começou às 14h. Ok, eu cheguei cinco minutos atrasada e nem subi para o café! Hahahaha! Encontrei Marcelo Carbonari, diretor de planejamento, junto das meninas já partindo em direção à fábrica. Foi ele que nos apresentou todo o processo de produção do feltro.  

Segundo o diretor, essa fibra (foto acima) é um poliester, comprado exatamente assim (cheia de grumos) no mercado nacional. Quando ele chega à indústria, dá-se início a primeira fase: matização. "É exatamente aí que está o nosso diferencial. Nós temos um formato de tingimento diferente que faz com que o feltro não desbote facilmente", contou.

 

A fibra é passada por toneis para receber cor. Depois, ela é levada para uma máquina especial onde é "desfiada" para que fique homogênea. De acordo com Carbonari, é preciso fazer esse processo duas vezes. Na sequência, uma segunda máquina "suga" esse material e o ajeita sobre uma esteira. Então, microagulhas vão encaixando as fibras formando o tecido, como ocorre na feltragem.

 

"O feltro é o que chamamos de não-tecido. Ele não é feito por linhas entrelaçadas em grandes teares. Ele é, na verdade, composto por inúmeras fibras e o que nós fazemos é encaixá-las uma a uma", explicou. Para o felty, um feltro mais fino, são usadas três camadas de fibras entrelaçadas. Já para o feltro que usamos nos nossos trabalhos são necessárias cinco camadas. Por isso, vale a pena ficar de olho no que estamos comprando (felty ou feltro) para não levar o produto errado. Às vezes, nem o lojista sabe direito... Mas tem na embalagem especificado.

 

Esse processo explica ainda porque o feltro desgasta e forma bolinhas: o processo de feltragem não cessa. Uma vez que há atrito, as fibras continuam sendo encaixadas. 

 

(Foto acima: divulgação indústria de feltro Santa Fé)

 

 

Mais!

 

O que me surpreendeu na fábrica é a descoberta de que a máquina roda uma cor de cada vez. Quando visitamos, os funcionários tinham acabado de produzir feltro vermelho, então estavam "limpando" o equipamento para começarem a rodar o de cor amarelo.  

 

Depois do feltro pronto, ele ainda passa por um setor de qualidade em que os funcionários passa o não-tecido em uma espécie de "varal" em que olham pedacinho por pedacinho para garantir que não está manchado ou com gruminhos. Se eles encontrarem algum coisa, aquela parte do material é descartado ali mesmo.

 

Estão disponíveis no mercado mais de 80 cores. O feltro é vendido ao lojista em rolos de 30 metros, 10 metros e, agora, 5 metros (novidade!). A fábrica funciona 24 horas em três turnos.

 

Estampas

 

 

 (Foto: reprodução da web)

 

No caso do feltro estampado, a indústria produz feltro na cor branca e o envia a uma tercerizada que o estampa. Segundo Carbonari, vem novidades aí também em termos de novos desenhos. Mas sobre isso, ele ainda não nos adiantou muito.  Ansiedade e curiosidade definem! Rs! :)

 

Achei muito honesta a fala do diretor, que fez ponderações sobre a produção. "Hoje em dia, por causa da crise, nós não podemos nos dar o luxo de produzir grandes estoques. Nós temos de ter um 'giro rápido' de produção senão o feltro encarece. Então, quando nos propomos a fazer uma estampa, nós precisamos ter certeza de que vai vender", afirmou. "O próprio estampador nos pede uma metragem mínima. E, às vezes, essa metragem já é grande".

 

No caso da Copa do Mundo, por exemplo, houve uma febre da estampa "Coração Brasileiro" e depois... O produto encalhou. Entao, segundo ele, a Santa Fé pretende abrir um canal direto com as artesãs --esse Open House é o primeiro passo-- no sentido de nós indicarmos cores e estampas de que precisamos.   

 

(Imagem: reprodução da web) 

 

 

Mercado e distribuição

 

Não é novidade que um dos principais problemas que enfrentamos é a dificuldade de se encontrar algumas cores de feltro. Então, na reunião, conhecemos o gerente nacional de vendas, José Carlos Moreiras Jr., que nos falou que a Santa Fé está passando por um processo de mudança em sua parte estrutural, o que pode resultar em atrasos na entrega do produto às lojas. 

 

"Estamos mexendo na essência da companhia. Na fabricação, logistica, estratégia, atendimento e distribuição. Nós tinhamos alguns deslizes --ainda temos outros-- e estamos consertando. Nossa ideia é tornar aquilo que a empresa faz há anos mais rápido, prático e competitivo", afirmou. "Nós estamos assumindo os nossos defeitos para podermos melhorar". 

 

Pedidos

 

 

 

Em suma, nas duas horas de bate papo seguintes, sugerimos a criação de mais cores pasteis, voltadas para quartos de bebês e pedimos para que fosse melhorado os feltros estampados no sentido de haver uma padronização das estampas poá (hoje há diversos tamanhos de bolinha e é "impossível" fazer uma junção harmonica de tecidos de coleções diferentes!) e de estampar sobre o feltro já colorido (para evitar que naquela junção entre os panos fique uma faixa branca).  

 

Ah, falamos ainda sobre a dificuldade em encontrar fibras siliconadas para enchimento nas lojas e pedimos o desenvolvimento de feltros com brilho (purpurina e lantejoulas). Por fim, conhecemos a nova coleção chamada Candy Color e as cores que serão relançadas no mercado (assuntos do próximo post!)

 

É isso... Foi muito produtiva a reunião para quem, como eu sempre teve curiosidade de saber como era feito o feltro. Quem quiser participar dos próximos encontros, eles deverão ocorrer sempre às últimas quartas-feiras do mês. Ou seja, dia 30 de setembro tem mais um! Fiquem de olho no grupo: Feltro Santa Fé

 

Ah, e claro, adorei conhecer as meninas, ainda que a gente não tenha tempo para trocar figurinhas! Na foto estão:

Valéria Montanaro (Valéria Montanaro Atelier)

Patricia Bueno (artesã) 

Ana Claudia Barboza (Dulce Mimos) 

Daniela Franchi (Fatto com Amore)

Priscila Cunha (Artes & Mimos)

Ivone Verrenja Andrade Silva (artesã)

Deise Duarte (artesã)

Ana Carolina de Angeli (Laços Mágicos Criações)

 

(Não sei o nome de todas, me perdoem! Mas me mandem que eu posto aqui! :D )

 

 

 

Espero que gostem desse post. Não se esqueçam de comentar no Facebook.

Ah, e só para lembrar, não se trata de um post patrocinado. :)

 

Até mais!

Bjos! ;)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Quem faz o Sr.Feltrim
Paula Maria Prado
Jornalista por profissão, escritora por paixão e arteira nas horas vagas...
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