O recomeço por meio do artesanato

 

Gostou dos acessórios da foto acima? Lindos, né? E se eu disser que eles foram produzidos dentro da PFC (Penitenciária Feminina da Capital), em São Paulo? Pois é! Esse é um projeto que "descobri" recentemente e já fiquei encantada. 

 

Entre agosto e dezembro do ano passado, cerca de 20 detentas do pavilhão materno-infantil  --onde ficam as presas grávidas a partir do sétimo mês e as lactantes com bebês de até seis meses de idade-- fizeram parte do projeto "Recomeços Biojoias".

 

Aliás, confesso que eu nunca tinha ouvido falar em biojoias. São acessórios  que usam materiais ecologicamente corretos em sua produção. Eles podem ou não conter algum tipo de metal, mas no geral são feitos com madeira, sementes de guaraná, jatobá, buriti, babaçu, casca de coco, bambu, cabaça, chifres e couro. 

 

 

Bastidores

 

O projeto funciona assim: durante as aulas práticas, as detentas foram orientadas por profissionais das áreas de design e joalheria. E, as peças produzidas durante as aulas foram comercializadas e o lucro revertido para as próprias participantes do projeto. 

 

Alguns modelos foram usados, inclusive, em um desfile de moda realizado no Mercado Municipal de São Paulo em dezembro passado. Olhe a foto:

 

 

Além de participar das aulas, as presas puderam fazer parte ainda de uma roda de conversa com vários temas, com destaque para maternidade e sonhos, afinal, sempre é possível recomeçar a vida longe da criminalidade.   

 

E foi inclusive de olho nesse recomeço -- que na maioria das vezes é difícil porque o mercado não costuma contratar quem ex-presidiários--,  que elas tiveram dicas de como iniciar um negócio próprio, incluindo noções de cálculo para poder precificar as lindas peças que aprenderam a fazer corretamente.

 

Segundo informações da SAP (Secretaria da Administração Penintenciária), cada detenta do projeto ganhou um certificado de nível básico.

 

 

 

Empoderamento

 

Segundo Ana Paula Café, diretora do Núcleo de Saúde da PFC, o projeto "cumpriu o seu propósito ao empoderar as reeducandas e auxiliar no desenvolvimento do empreendedorismo". Ainda de acordo com ela, ao longo das atividades, os membros da ONG Enactus, responsável pela realização do projeto, "deram uma ajuda prática às alunas do curso, viabilizando a participação de todas as interessadas, ao mesmo tempo em que cuidavam de seus bebês na própria ala materno-infantil".

 

A ação que acontece dentro do presídio conta ainda com a parceria dos alunos do curso de direito da USP (Universidade de São Paulo). O objetivo do projeto é aumentar a qualidade de vida das pessoas por meio do desenvolvimento sustentável e geração de renda. 

 

 

 

Para saber mais sobre o projeto, acesse: Enactus e SAP-SP.  Todas as fotos: Divulgação.

 

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É isso. Gostaram de saber pouco mais sobre esse projeto? Não esqueçam de comentar no Facebook

Super beijo!

Até mais! ;)

 

 

 

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Quem faz o Sr.Feltrim
Paula Maria Prado
Jornalista por profissão, escritora por paixão e arteira nas horas vagas...
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