Que tal usar crowdfunding para aumentar o seu negócio de artesanato?

Imagem: Diário do Comércio 

 

Encontrar dinheiro extra para fazer seu negócio crescer - principalmente se bater um papo com o gerente do banco não é uma opção! Mas há uma luz no fim do túnel: chama-se crowdfuding - ou financiamento coletivo.  

 

Trata-se de uma maneira alternativa de fazer com que amigos e fãs do seu trabalho te ajudem a dar apoio financeiro ao seu empreendimento por meio de sites que agregam essas doações. Funciona assim: você cria uma conta em uma dessas plataformas, e descreve o seu projeto e quanto você precisa para colocá-lo em funcionamento. Claro que, em muitos casos só pedir doação e retribuir com um "muito obrigado" não adianta, nesses casos, é preciso colocar algum bônus que chame a atenção de doadores, por exemplo, no caso de artesanato, pequenos brindes.   

 

  "A dinâmica do crowdfunding não é recente, pelo contrário. Podemos citar como exemplo a campanha nacional feita para a construção do Cristo Redentor, em meados de 1920, que contou com a colaboração das pessoas de maneiras variadas e trazia algumas recompensas", afirmou Léo, porta-voz da plataforma Benfeitoria, que desde a sua a sua fundação ajudou a realizar mais de 1.100 projetos num total de R$ 11 milhões arrecadados.

 

Ainda segundo Léo, o contexto digital facilitou o processo e tornou a dinâmica mais prática e diversificada. "A primeira grande plataforma de financiamento coletivo foi a americana Kickstarter, que surgiu em 2009, mas em 2007 já tínhamos a Indiegogo, que inicialmente era voltada para o cinema independente. Já no Brasil tivemos, em 2011, o lançamento da Benfeitoria e do Catarse", continuou.

 

NÚMEROS.

 

Tanto nas plataformas internacionais quanto nas brasileiras é possível observar grande quantidade de projetos relacionados a arte e a cultura sendo financiado pelas pessoas. Segundo o jornal "Huffington Post", em 2015, a plataforma Kickstarter havia financiado US$ 600 milhões em projetos de arte, enquanto o National Endowment for Arts do governo americano US$ 146 milhões. Mas, de acordo com Kluk Magri Neto , professor do curso de Produção Cultural da FAAP (Fundação Armando Alvares Penteado), a realidade brasileira é diferente.

 

"O Kickante, uma das primeiras plataformas de crowdfunding no país e que afirma ser a maior, financiou R$ 57 milhões em projetos, incluindo os de arte e cultura desde a sua fundação, em 2013. Para se ter uma ideia, somente o orçamento de renúncia fiscal da Lei Rouanet, tradicional mecanismo de financiamento à cultura vigente no Brasil, ultrapassa a casa de R$ 1 bilhão a cada ano", comparou.

 

Mas, apesar da enorme diferença em volume, para ele, "o crowdfunding tem sido usado com sucesso por produções e projetos de pequeno porte, que conseguem se financiar diretamente com as pessoas físicas pelo seu apelo e pelas recompensas que oferecem como prática aos financiadores".

 

EXEMPLO.

 

Candice Pascoal, CEO da plataforma Kickante, acaba de lançar o seu livro "Seu Sonho Tem Futuro", por meio de financiamento coletivo. O obra entrou para a lista dos mais vendidos do país em outubro.

 

"Quando eu trabalhava na indústria da música, pude detectar a queda de diversas empresas da área por não saberem como lidar com o mundo digital. Era uma época na qual fazia também um trabalho de consultoria de arrecadação de fundos para as ONGs, como Médicos Sem Fronteiras, Cruz Vermelha e Anistia Internacional. Naquele momento, percebi que tudo era feito com um custo enorme, o que acabava inviabilizando a arrecadação em massa para a maioria das instituições", contou.

 

"Foi aí que identifiquei o potencial do crowdfunding, pois através dele qualquer pessoa pode arrecadar fundos e tirar seus projetos do papel. Empolgada com o poder transformador e social dessa ferramenta, decidi investir no segmento no Brasil", continuou.

 

Na Kickante, 30% das campanhas são referentes a causas sociais; 30% estão ligadas a cultura e artes; e 40% empreendedorismo e iniciativas diversas. O segredo do sucesso? "Uma história bem contada", cravou.

 

VANTAGENS E DESVANTAGENS.

 

Para Magri Neto não há desvantagens no uso do financiamento coletivo. "O sucesso depende da capacidade dos proponentes em fazer campanha nas redes para atrair os financiadores (responsabilidade do usuário). Tem de saber comunicar bem o projeto, seus propósitos e suar a camisa na divulgação".

 

Para ele, se o projeto tiver um grande apelo junto ao público pode conseguir se financiar até por meio de contribuições que se aproximem muito das doações (aquelas que tem como recompensa apenas um "muito obrigado" ou o nome do financiador nos créditos do site do proponente). "Outros precisam pensar bem nas recompensas oferecidas para atrair os seus financiadores", explicou.

 

Além de plataformas para projetos culturais, algumas trabalham com nichos específicos relacionadas a sustentabilidade e a defesa dos animais, por exemplo.

 

Conheça outras plataformas de financiamento coletivo:

 

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MINHAS CONSIDERAÇÕES. 

 

Como este é um site pessoal, além da palavra dos especialistas, acho válido dar meu ponto de vista. Acho de fato o crowdfunding muito bacana! Ele pode ajudar você, que não quer fazer empréstimo e nem depender de dinheiro público via Lei Rouanet, LIF, LIC e Proac, entre tantas outras formas, a conseguir levar adiante seu projeto. 

 

Mas, é preciso ter em mente o seguinte: não tenha a ilusão de que você vai receber dinheiro e pronto. O crowdfunding depende de dois fatores, uma boa divulgação e, depois o retorno às pessoas que lhe apoiaram. Elas deram o dinheiro delas, portanto, elas querem ver se o projeto andou, se elas vão poder usufruir desse projeto, de que forma... E você terá de ser extremamente responsável.

 

Mas se o que você quer mesmo é dinheiro "frio", sem cobranças posteriores em relação ao uso dele, parta para um empréstimo no banco. Por outro lado, se você se empolgou com a ideia, a Kickante criou um livro sobre como criar uma campanha de sucesso. Clique aqui!

 

Vamos voltar nesse assunto ainda em novos posts, fique atento por aqui! Esta reportagem foi escrita baseada em um material que produzi para o jornal OVALE.  

 

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Super beijo

Até mais! 

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Quem faz o Sr.Feltrim
Paula Maria Prado
Jornalista por profissão, escritora por paixão e arteira nas horas vagas...
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