Candice Pascoal, CEO da Kickante, explica como funciona crowdfunding


Foto: Divulgação

Única brasileira a levar o prêmio Cartier Women's Initiative Awards, em 2017, voltado para importantes iniciativas do empreendedorismo feminino do mundo, Candice Pascoal é a CEO da Kickante, plataforma de financiamento coletivo (crowdfunding). E me concedeu uma entrevista hiper bacana na ocasião de uma reportagem que produzi para o jornal OVALE.

Como sobrou bastante material, resolvi colocar aqui a entrevista da Candice. Ela garante: financiamento coletivo é um opção bacana para você que tem aquele projeto guardado na gaveta e não quer contar nem com o dinheiro do governo nem bater na porta do banco. Aliás, essa história aqui vale para você também que quer ampliar o seu ateliê, quer dar um gás na sua produção... E tudo o que precisa é de um investimento.

Quer saber mais? Confira!

Relembrando um pouco a história do crowdfunding, de quando vem a prática?

Quando eu trabalhava na indústria da música, pude detectar a queda de diversas empresas da área por não saberem como lidar com as novidades do mundo digital. Era uma época na qual eu fazia também um trabalho de consultoria de arrecadação de fundos para as ONGs (Organização Não-Governamental) como: Médicos Sem Fronteiras, Cruz Vermelha e Anistia Internacional. E, naquele momento, percebi que tudo era feito com um custo enorme, o que acabava inviabilizando a arrecadação em massa para a maioria das instituições. Foi aí que identifiquei o potencial do crowdfunding, pois através dele qualquer pessoa pode arrecadar fundos e tirar seus projetos do papel. Então, empolgada com o poder transformador e social dessa ferramenta, decidi investir no segmento no Brasil.

Há 15 anos, a ideia do financiamento coletivo parecia algo muito distante da realidade das pessoas. Inclusive gerando dúvidas sobre veracidade, honestidade, em relação à aplicação do dinheiro, no entanto hoje esta opção já é uma realidade. Ouço dizer que temos uma grande parcela de responsabilidade nesta popularização do crowdfunding, uma forma 100% segura de qualquer pessoa captar recursos e mudar de vida.

Digo isso porque a Kickante se consolidou como a maior plataforma de financiamento coletivo do país logo em seu primeiro ano de vida, tendo ultrapassado todas as demais plataformas tanto em campanhas lançadas quanto em valores arrecadados ou em quantidade de contribuidores no ano.

A prática de fato representa uma possibilidade de se colocar um antigo projeto para funcionar?

Projetos culturais dependem basicamente de duas formas para a captação de recursos: patrocínio ou venda de ingressos e produtos. A opção de crowdfunding impacta positivamente nesse segmento porque é mais uma opção para captar recursos dentre todas estas maneiras. Dependendo do tamanho do seu projeto e do sucesso da sua campanha você pode captar até mesmo 100% dos recursos apenas com o financiamento coletivo.

Por isso acredito que o crowdfunding é a melhor ferramenta para você tirar os seus projetos do papel.

Eu mesma quando lanço meus projetos criativos pessoais utilizo a plataforma de crowdfunding da Kickante. Aliás, eu sou a única CEO de uma empresa de crowdfunding no mundo que acredita tanto nesse canal, que utilizo para meus próprios projetos. Mesmo sabendo que tenho acesso a outras opções de financiamento, utilizo a Kickante.

Como funciona, é obrigatória a contrapartida para quem investe?

As contrapartidas são chamadas em nosso site de recompensas. Nem todos os projetos precisam oferecer recompensas em troca da contribuição. A motivação para contribuir nem sempre é a recompensa, pode ser simplesmente a causa da campanha. Se a campanha não tiver como oferecer recompensas, ela pode oferecer recompensas simbólicas como agradecimento personalizado nas redes sociais, por exemplo. Recompensas exclusivas e simbólicas fazem com o que doador se sinta parte do seu projeto.

Em nosso site temos dicas muito valiosas para quem quer construir uma campanha de sucesso, inclusive damos dicas sobre quais recompensas você pode oferecer em sua campanha. Temos também um e-book para ensinar como criar uma campanha de crowdfunding. Link.

Vocês têm algum número do tipo: quantos projetos culturais já conseguiram ajudar a colocar em funcionamento graças a plataforma de vocês?

30% das nossa campanhas são referentes a causas sociais. 30% estão ligadas a cultura e artes em geral e 40% para empreendedorismo e iniciativas diversas, encampadas por pessoa física ou jurídica.

Temos alguns cases em nossa plataforma de campanhas que estão em andamento. Entre elas podemos citar a Campanha "Boi Caprichoso: lançamento CD toadas 2018", da Associação Cultural Boi-Bumbá Caprichoso para a próxima edição do Festival de Parintins, em junho, no Amazonas. A campanha ainda tem 40 dias para bater sua meta mas já arrecadou 9% da sua meta.

Temos também o livro "Doce Azedo Amaro", do poeta Theo G. Alves, que já arrecadou 30% da meta e ainda tem 51 dias de campanha em andamento. Podemos citar também o DVD InovaSamba que já arrecadou mais de R4 16 mil faltando ainda 18 dias para encerrar sua campanha na Kickante.

Qual a dica que vocês dão para que de fato se consiga a verba necessária para realizar o projeto desejado?

Sempre explicamos para os criadores que o que determina o sucesso do projeto, independente da categoria que ele faz parte, é a garra e dedicação do empreendedor. Para se captar bem via crowdfunding é necessário muito esforço de divulgação e de relacionamento.

O grande segredo está em uma história bem contada. O autor da campanha deve mostrar para as pessoas porque elas devem apoiar a sua campanha. É preciso explicar a trajetória do seu projeto e sua jornada até aqui, dizer o porquê de ela ser tão importante para a sociedade. Uma boa dica é ser conciso e não se esquecer de incluir fotos ou até mesmo um vídeo.

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Conheça o livro "Seu sonho tem futuro", projeto de Candice:

Decidi escrever esse livro porque senti a necessidade de focar na enorme quantidade de capital humano e talentos desperdiçados hoje no Brasil, seja por estarem sem emprego (há 13,1 milhões de desempregados, segundo o IBGE) ou mal-empregados (trabalhando com o que não amam).

Tenho tanto interesse em disseminar entre 100% dos empreendedores esta alternativa de financiamento coletivo que lancei o livro "Seu Sonho Tem Futuro" (Gente), que ensina a transformar o conhecimento adquirido em um novo empreendimento.

O livro é direcionado àquelas pessoas que estão desempregadas, ou trabalhando em algo que não amam, e desejam mudar de vida através da abertura de um negócio. Ou, ainda, a empreendedores que já têm um negócio e precisam fazê-lo decolar.

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Super beijo,

Até mais!

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Quem faz o Sr.Feltrim
Paula Maria Prado
Jornalista por profissão, escritora por paixão e arteira nas horas vagas...
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