Nordeste é destaque no mercado varejista de aviamentos


Século 21, ano de 2019, a revolução digital começou há bons anos, mas certas coisas seguem existindo. Seja por necessidade ou simples nostalgia, como vitrolas ou decoração vintage, alguns ramos de negócios persistem, resistem ao tempo e continuam sendo uma boa alternativa para muitos brasileiros.

Uma dessas atividades é o comércio varejista de artigos de armarinho, também conhecido como bazar ou loja de aviamentos. São estabelecimentos que comercializam tudo relacionado à costura, mas também vendem roupas, artesanato e até mesmo fantasias.

No Brasil todo, segundo dados de uma das maiores empresas de inteligência de mercado, o Empresômetro, são mais de 107 mil negócios voltados a essa atividade e é fácil encontrar lojas com mais de 90 anos de atividade.

O grande destaque é a região Nordeste do Brasil, com uma fatia correspondente a 32% do mercado: são mais de 34 mil empresas ativas. O Estado do Ceará concentra 26% desse total e sua capital conta com 3,6 mil negócios.

Uma agulha no palheiro?

Das dez cidades brasileiras com mais empreendimentos relacionados ao varejo de armarinhos, o Empresômetro identificou que quatro delas estão localizadas no Nordeste. A tabela abaixo elenca essas cidades.

A região Sudeste acumula 42% de todos os varejistas de armarinhos do país, com a capital paulista com mais de 7,7 mil negócios. No Norte do país, Belém (PA) se destaca. Como se observa na tabela acima, são mais de 2 mil empreendimentos naquela capital. Já na região Sul temos Curitiba (PR) como a cidade com mais bazares ou lojas de aviamentos. São 630 empreendimentos com atuação em lojas físicas e no mercado digital.

“Mesmo com as mudanças tecnológicas, os bazares resistem pelos preços atrativos, pela localização privilegiada em centros, pelos pontos de forte comércio e pelas vendas on-line”, disse em nota o CEO do Empresômetro, Otávio Amaral.

Ou seja, é uma atividade que vem crescendo, vide o número de empresas que foram abertas nos últimos seis anos.

O que chama atenção é o porte da maioria dessas empresas: 68,4% são microempreendedores individuais, 31,3% são formadas por pequenas empresas.

“Podemos perceber, pelo levantamento realizado pelo Empresômetro, que encontrar loja de armarinhos na maioria das cidades não é como encontrar uma agulha no palheiro. Elas existem, sobrevivem ao tempo e, muitas vezes, são negócios tradicionais de família, transmitidos por gerações”, destacou Amaral.

Mais informações sobre o setor podem ser encontrados no site: www.empresometro.com.br

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Paula Maria Prado
Jornalista por profissão, escritora por paixão e arteira nas horas vagas...
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