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© 2015 por Paula Maria Prado

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Marcelo Darghan comemora 30 anos de carreira no artesanato

 

Primeiro homem da internet a realizar vídeos de passo a passo ensinando artesanato no Brasil e um dos artistas mais queridos pelos apaixonados por DIY, Marcelo Darghan comemorou no último mês de novembro seus 30 anos de carreira do jeito que mais gosta: com uma aula aberta e gratuita para mais de 3 mil pessoas no Centro de Eventos São Luís, em São Paulo.

 

O artista, que já deu aula para mais de 1,3 milhões de pessoas nos cursos de artesanato que realiza por aí e mantém no YouTube o programa “Artesanando”, chegou a reunir 5 mil pessoas no Parque do Ibirapuera para um encontro, em 1993, quando sequer existia a ideia de “digital influencer”. 

 

Do menino que gostava de inventar e reinventar suas peças ao profissional que venceu preconceitos para fazer aquilo que mais ama, Darghan viu muita coisa ao longo desses 30 anos. São novas técnicas, novos artesãos, novas possibilidades de materiais… E é essa história que ele conta em primeira mão na estreia de nossa revista virtual “Feito de Feltro”. 

 

Confira!  

 

1 - Quando você se viu imerso nesse universo de artesanato? 

Marcelo Darghan: Desde criança eu já mexia com isso, gostava de reinventar coisas. Do caroço de manga a lata de leite Ninho. Então isso sempre foi algo presente na minha vida. Trabalhei com vitrines de lojas como a antiga Mesbla e ao mesmo tempo fazia artesanato. Então, a arte sempre fez parte da minha vida, seria natural que eu desse uma solução profissional para isso. 

 

2 - Você sofreu preconceitos por ser um homem num universo visto como feminino?

MD: Obvio. Quando comecei em 1989, as pessoas não entendia que homem poderia também fazer esse tipo de trabalho. Então, o preconceito veio desde a loja de aviamento que oferecia aulas apenas para mulheres, até as pessoas para quem eu dizia que fazia artesanato. E, sendo bem sincero, até hoje quando digo que trabalho com artesanato, as pessoas continuam achando esquisito um homem fazer isso. Estranho mesmo é, em plenos 2020, ainda existir esse tipo de preconceito. 

 

3 - Como você avalia esses últimos 30 anos no setor? 

MD: O mercado de artesanato não é o mesmo de há 30 anos. Aliás, nos últimos 20 anos vimos uma grande transformação. Lembro que nos meus primeiros dez anos, era um mercado bastante limitado, com poucos materiais disponíveis. Depois já começaram a surgir as feiras, os grandes eventos, e isso trouxe uma visibilidade para quem trabalha com isso.   

O Brasil se transforma todos os dias a partir do artesanato. Profissionalmente, financeiramente, educacionalmente… As técnicas evoluíram muito, há novos produtos… Aquele cenário de 30 anos atrás não existe mais. Graças a Deus!

Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) revelam que há cinco, seis anos, 8,5 milhões de pessoas viviam no artesanato, movimentando R$ 50 bilhões. Acredito que se feita hoje a pesquisa, esse número pode dobrar ou mesmo triplicar. O surgimento da MEI (microempreendedor individual) tirou as pessoas da informalidade, hoje elas passaram a se comunicar com seus prestadores de serviços, patrocinadores e clientes de maneira profissional. 

 

 

4 - O que você responde para quem diz não ter habilidade para as artes?

MD: Isso é bobagem. Importante lembrar que artesanato é profissão, é fonte de renda, é terapia, é hobby, é expressão artística… E todos podem fazer, da criança ao idoso. Quando a gente nasce, não sabe falar, andar… Tudo se aprende ao longo da vida. Então, se você não sabe, você aprende!

 

5 - Para você, qual a diferença entre o artista plástico e o artesão? 

MD: A diferença entre o artista plástico e o artesão é que este último é autodidata, enquanto o artista fez uma faculdade. Mas acho que tudo é expressão de arte. Aliás, tudo aquilo que é produzido - do pano de copa a escultura de argila - e a pessoa colocou a sua emoção, sua essência, é arte. E o artesanato ficou conhecido como se fosse uma vertente da arte, digamos assim.  

 

6 - Você produz peças todos os dias? 

MD: Eu produzo peças quase todos os dias. O meu ateliê é um laboratório, onde faço experiências para ver se aquela peça vai funcionar, se vai dar certo, se os produtos se combinam, conversam, quais as possibilidade de ser um sucesso (do público gostar) e aí finalizo a peça. Normalmente, uma peça demora de uma semana a dez dias para ficar pronta. E eu conto com algumas pessoas para me ajudar nisso. Então, praticamente todos os dias tem alguma peça nova. Vale lembrar que meu objetivo é criar peças que as pessoas possam aprender, porque meu trabalho é ensinar. 

 

7 - Quais suas dicas para quem vai começar a trabalhar com artesanato?

MD: Primeira coisa é entender o que lhe chama a atenção: bordado, pintura, modelagem; o que você quer aprender a fazer. E então estudar para que a sua peça seja bem executada.  

 

8 - Rapidinhas: 

Linha ou lã? Linha

Papel ou EVA? Papel

Feltro ou tecido? Tecido, feltro, tecido, feltro.... Os dois! 

Biscuit ou gesso? Gesso

Madeira ou arame? Madeira

 

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É isso! Gostou? Fique de olho que vem mais reportagens bacanudas por aí! :D 

Super beijo!

 

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Quem faz o Sr.Feltrim
Paula Maria Prado
Jornalista por profissão, escritora por paixão e arteira nas horas vagas...
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