Sesc SP mobiliza cadeia produtiva para confecção de máscara de tecido


Foto: Célia Maria Cassiano | Sesc Campinas

Não há mais dúvidas de que o uso adequado de máscaras — em conjunto com outros cuidados, como o distanciamento social e a higienização — previne o contágio pelo novo coronavírus. E, pensando nisso, o Sesc São Paulo criou o projeto "Tecido Solidário". O objetivo é mobilizar as cooperativas de costureiras e outras entidades sociais no entorno de suas unidades para a confecção de máscaras de tecido e posterior distribuição gratuita para a comunidade. O intuito é ainda gerar renda e incentivar a integração de diferentes segmentos sociais no combate à crise causada pela pandemia.

A iniciativa conta com a atuação de equipes multidisciplinares do Sesc São Paulo - que oferecem um conjunto de orientações educativas a diferentes públicos a respeito do uso, armazenamento, higienização e descarte corretos das máscaras.

“O Sesc, por meio de seu Programa de Educação para a Cidadania, vem construindo, ao longo de sua trajetória, um mapeamento de iniciativas e experiências comunitárias presentes nos territórios de atuação das unidades, no estado de São Paulo”, afirmou Danilo Santos de Miranda, diretor do Sesc São Paulo. “Identificar essas iniciativas, oferecer subsídios para a continuidade de suas ações e estarmos abertos para a troca de saberes com diferentes atores são maneiras encontradas pela instituição para o cumprimento de sua missão, sobretudo nesse momento em que a mobilização conjunta é de vital importância para que possamos todos superar os efeitos da crise causada pela pandemia”.

O Sesc doará ainda parte dos insumos necessários para a produção, como tecido, elásticos e linhas - materiais presentes nas unidades.

APOIO

Entre as instituições que farão a produção das máscaras estão o espaço de cuidado e bem-estar de mulheres periféricas Ateliê Cendira, no Jardim São Luís; o grupo de artesãos Rede CriaNorte, na Vila Guilherme; a marca de vestuários com atuação local Mile Lab, no Grajaú; e os coletivos de costura Meninas Mahin, na Vila Progresso e SoudPano, em Guaianases.

No interior do estado, o Instituto Empodera, em Sorocaba; a Casa do Hip Hop, APAE e Quintal da Dona Marta, todos na região de Piracicaba; e Rede Solidária, em Birigui.

Os funcionários poderão ainda utilizar equipamentos próprios ou disponibilizados pela instituição para a produção em suas casas. As unidades do Sesc São Paulo possuem cerca de 200 máquinas de costura, normalmente usadas em cursos e oficinas. A estimativa é de que sejam produzidas pelo menos 45 mil máscaras ainda no mês de junho. A prioridade é dada para modelos anatômicos e que facilitem a correta utilização do acessório.

INSPIRAÇÃO

O estímulo para a criação do projeto veio da iniciativa observada em diversas unidades, como Campinas, Campo Limpo e Taubaté, onde grupos de funcionários reuniram colegas que sabiam costurar para a produção de máscaras de tecido destinadas ao público interno. Para isso, diagnosticaram as necessidades desse público e pesquisaram as recomendações técnicas dos órgãos oficiais de saúde sobre modelos e materiais apropriados.

Na produção, reaproveitaram uniformes antigos e outros itens ociosos, identificados por meio de um levantamento realizado nos depósitos das unidades. Cerca de 600 máscaras já foram confeccionadas. O objetivo é totalizar 1.500.

O Sesc Campo Limpo, que fica na Zona Sul de São Paulo, produziu máscaras para distribuir às comunidades do território, em um processo que envolveu até pequenos empreendedores locais. Os itens foram feitos por costureiros e artesãos da região. A ação, batizada de "Informar para Proteger", também teve cunho educativo: os kits com as máscaras foram distribuídos junto com um material informativo, contendo instruções para uso dos artefatos e outras dicas de prevenção à Covid-19.

PÚBLICOS PRIORITÁRIOS

As máscaras serão distribuídas entre comunidades em situação de vulnerabilidade, instituições atendidas pelo programa "Mesa Brasil", entidades sociais, cooperativas de materiais recicláveis, funcionários do Sesc e outros grupos identificados como prioritários. Atualmente, mesmo fechadas ao grande público, as unidades do Sesc possuem pouco mais de 1 mil pessoas trabalhando por dia, em atividades como limpeza, manutenção, segurança e postos administrativos.

Vale lembrar que os novos protocolos de confecção de máscaras incluem, no mínimo, três camadas. Sendo a camada exterior, feita de material resistente à água, como o polipropileno, poliéster ou uma mistura deles. A camada intermediária deve agir como um filtro e pode ser feita em material sintético, como o polipropileno, ou de uma camada extra de algodão; e a camada interior deve ser feita em material que absorva a água, como o algodão.

Saiba mais sobre o projeto no link: sescsp.org.br/tecidosolidario

Quem faz o Sr.Feltrim
Paula Maria Prado
Jornalista por profissão, escritora por paixão e arteira nas horas vagas...
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